sexta-feira, 10 de março de 2017


Renato Andrade recria a balada de Gisberta 




O dramaturgo e diretor Renato Andrade, de 39 anos, encontrou inspiração em Gisberta Salce Júnior, transexual paulista que deixou o Brasil rumo a Portugal para fugir da violência. Às margens do Rio Douro, no Porto, ela descobriu os prazeres e os infortúnios de ser quem realmente é, mas não conseguiu escapar de um desfecho trágico aos 45 anos. O resultado é o drama “Balada de Gisberta”, baseado em depoimentos, contos e fatos da vida dessa personagem real, que pode ser visto aos sábados e domingos no Espaço Parlapatões. Gisberta também serviu de inspiração para o compositor português Pedro Abrunhosa, autor da música “Balada de Gisberta”, que foi interpretada por Maria Bethânia no show “Amor, Festa e Devoção”.


Como você descobriu Gisberta?
Eu ensaiava “Bent”, do Martin Sherman, com os alunos do Indac e, ao pesquisar histórias de assassinatos de homossexuais e transexuais, deparei com uma notícia sobre os 10 anos da morte de Gisberta. Ali existia uma personagem incrível e um destino terrivelmente trágico. Foi necessário abandonar o holocausto presente na obra do Sherman para recontar a história de Gisberta. É um tema que permanece urgente, já que vivemos em um mundo onde 80% dos transexuais morrem por crime de violência antes dos 35 anos. A morte dela fez o país rever suas leis que envolvem os direitos LGBT.

Gisberta Salce Júnior


Fonte: http://vejasp.abril.com.br/blog/dirceu-alves-jr/renato-andrade-recria-a-balada-de-gisberta-e-aponta-cinco-outros-personagens-reais-para-o-futuro/

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